A Síndrome do Túnel Cárpico (STC) é o resultado de uma compressão do nervo mediano ao nível do punho — uma das causas mais comuns de dor, dormência e fraqueza na mão. Afeta 2 a 3 vezes mais mulheres que homens e há um aumento da prevalência com o avançar da idade.
Quais os fatores de risco?
Gravidez, obesidade, falência renal, hipotiroidismo, artrite, diabetes, hipercolesterolemia, hipertensão, inatividade física, …
Existem ainda fatores de risco ocupacionais: esforços manuais vigorosos, exposição a vibração, trabalho repetitivo, posicionamento prolongado do punho em posições não neutras (permanência em posições de flexão ou extensão do punho)…
Como se diagnostica?
O diagnóstico é feito com base na história clínica, nos sinais e sintomas presentes, no exame físico com testes específicos e eventualmente em exames de suporte ao diagnóstico, nomeadamente a eletromiografia.
Sintomas típicos
Dor ou formigueiro no polegar e nos 3 primeiros dedos
Pior com atividades repetitivas (teclado, rato, ferramentas)
Fraqueza ou dificuldade em segurar objetos
Em casos avançados, pode ocorrer atrofia tenar (diminuição da massa
muscular da região da mão)
Evidências sobre tratamento: onde a fisioterapia pode ajudar?
Tratamento conservador (primeira linha para STC leve/moderada)
- Talas imobilizadoras (especialmente à noite) podem reduzir sintomas
- Exercícios e mobilização — há evidências de que o exercício terapêutico e as técnicas de mobilização neural e dos tecidos moles reduzem a dor e melhoram a função em muitos casos.
Revisões sistemáticas mostram que a terapia manual (mobilizações, técnicas de tecidos moles e mobilização neurodinâmica) pode:
Reduzir a intensidade da dor
Melhorar a função da mão
Influenciar positivamente os estudos de condução nervosa
Os resultados podem ser semelhantes ou até mais rápidos que os de cirurgia em casos selecionados de STC leve-moderada.
A melhor abordagem depende da gravidade, histórico e objetivos do utente — cada caso deve ser individualizado.
Quando devemos considerar a cirurgia?
É indicada principalmente em casos moderados-graves, com déficit motor progressivo ou quando o tratamento conservador não alivia adequadamente após semanas/meses.
Fisioterapeuta Beatriz Fernandes, OF 14389
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